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Alunos criticam distância do local de prova do Enade

06/11 - 10:54
Redação
Universitários criticam os locais de prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), o antigo Provão. Alguns estudantes de São Paulo terão de enfrentar viagens de até três horas para fazer a prova, no domingo, segundo reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".

 

Ao contrário do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), no Enade o aluno não se inscreve: é convocado a prestar o exame pelo Ministério da Educação (MEC).

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disse que os locais foram definidos por ordem alfabética. Na internet, a página para a consulta de lugares já tem a informação: "Não há possibilidade de alteração do local de prova."

Gustavo Biglia, de 19 anos, terá de percorrer quase 60 quilômetros entre sua casa e a escola onde vai prestar o Enade. Aluno do 1º ano de Direito do Mackenzie, mora na Aldeia da Serra, região oeste da Grande São Paulo, e fará a prova em uma escola em São Mateus, na zona leste da capital.

Apesar de ter carro, Biglia usará transporte coletivo. Terá de recorrer  trem, metrô e dois ônibus e gastar, no mínimo, 3 horas e 11 minutos, pela rota sugerida pelo Google Maps. "Não conheço o lugar e não acho aconselhável ir de carro", disse em entrevista ao "Estadão". 

Outro estudante ouvido pelo "Estadão", Danilo Tomaz, de 22 anos, acha absurdo o exame não ser aplicado na universidade onde estuda.

Nenhum representante do Inep quis falar sobre o caso.

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