12/10 - 07:15 Profissão: médico Uma das profissões mais antigas da humanidade ainda é hoje uma das mais tradicionais. Muito estudo, poucas horas de sono e dedicação a vida toda por uma carreira que exige demais do profissional. Esta é a medicina! Milena Prado Neves
Mais de quinhentos anos antes de Cristo, Hipócrates procurava detalhes e opções de tratamento de seus pacientes. Ele é considerado o pai da medicina por conta de seus estudos e pensamento científico na Grécia antiga. Mesmo antes dele, curandeiros já cuidavam de suas tribos e tentavam amenizar a dor e sofrimento dos doentes. Ou seja, a medicina sempre se fez presente na vida do homem, não tanto com conhecimento e possibilidades que temos hoje em dia, mas já com a única intenção de cuidar da saúde do homem. Milhares de anos se passaram e a medicina muito evoluiu: pacientes são examinados, doenças já possuem cura com remédios avançados e tratamentos diversos possibilitam maior qualidade de vida a todos nós. Tudo isso graças à dedicação e estudo dos profissionais médicos. Muitos estudos Para formar-se médico é preciso cursar faculdade de medicina por seis anos, para então prestar concurso para realização da residência médica em clínica geral ou em uma das 54 especializações. “As faculdades são voltadas para a formação geral do médico e não de especialistas, sendo necessário a realização de programas de residência médica, que são escolhidos de acordo com os interesses do estudante ao ter contato com os estágios práticos”, explica Daniel Goulart Khouri, residente de Clínica Médica no Hospital das Clínicas e Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), formado em 2007 na USP. A duração da especialização depende da área escolhida, mas varia de dois à cinco anos. Mas mesmo após a especialização, um médico pode optar por subespecializações, que são feitas com mais algum tempo de estudo. Após mais de oito anos de estudo, o profissional não pode parar de estudar, precisando de uma atualização constante na sua área. “A medicina tem um caráter técnico-científico indiscutível, por isso há a importância de um conhecimento especifico sempre atualizado. Para ser um bom médico é preciso muita responsabilidade, estudo constante e ter uma característica humana muito forte para lidar com seus pacientes”, comenta o professor do departamento de cirurgia e diretor do curso de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Luiz Arnaldo Szutan. Aos interessados Um curso universitário de medicina pode custar em torno de R$ 3 mil por mês aos que não conseguem entrar nas faculdades públicas. Tanto investimento demora a ser recompensado, o que, pode ser um problema para muitos. “Estudantes no final da faculdade, perto dos seus 25 anos de idade, ainda não têm meios para se sustentar, e o médico recém-formado que faz residência tem dificuldade para se sustentar, pois cumpre cerca de 60 horas semanais na residência com bolsa de cerca de R$ 1700 por mês. Por isso realiza plantões em outros hospitais para complementar a renda, o que reduz o tempo disponível para estudo”, diz Daniel. Porém, após a maratona de estudos na universidade e noites mal dormidas da residência, os profissionais ganham cerca de R$ 8 mil, dependendo da área e local de atuação. “Atualmente, as especialidade mais procuradas são ortopedia, cirurgia plástica, oncologia, dermatologia, dentre outras”, explica Luiz Arnaldo. Já com o diploma e residência concluída, o médico pode atuar em hospitais, clínicas, no Sistema Único de Saúde (SUS) ou junto à convênios médicos ou mesmo atendimento particular. Além disso, podem trabalhar na área acadêmica, como faz o professor Szutan. “Apenas cerca de 5% dos médicos seguem esta carreira, para isso precisam de uma pós-graduação, mestrado ou doutorado, para lecionarem nas grandes universidades, onde irão também desenvolver pesquisas, participar de congressos e bancas de avaliação”, comenta o professor. Leia mais sobre: Medicina
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