Estrangeirismos (4)
06/11 -
17:44
Reinaldo Pimenta
Até meados do século passado, os vocábulos e as expressões importados de outros idiomas pela língua portuguesa vinham predominantemente da França. Era chique falar francês. Atualmente as palavras francesas andam por aqui nas situações a seguir.
a) Aparecem até hoje com a grafia original e constam no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa categorizadas como “palavras estrangeiras”, ou seja, não existem oficialmente no nosso léxico: “blague“, “charge“, “fondue“, “frisson“, “gourmet”, “menu“, “mignon“, “premier“, “quiche“, “voyeur” etc. (Um caso curioso: “fondue” é feminino no francês, mas é masculino no Brasil. Nunca ouvi alguém dizer que ia comer UMA “fondue”.)
(b) Foram aportuguesadas, passaram a integrar o nosso léxico e foram consagradas pelo uso popular: balé, boate, butique, chique, crachá, dossiê, filé, gafe, garagem, maionese, sutiã, turnê etc.
(c) Foram aportuguesadas, passaram a integrar o nosso léxico, mas foram rejeitadas pelo uso popular: colante (“collant”), metiê (“métier”), nuança (“nuance”), penhoar (“peignoir”), piloti (“pilotis”), randevu (“rendez-vous”), vitrina (“vitrine”) etc.
Hoje o chique é falar inglês. Os vocábulos e expressões daí importados ficam para a próxima edição.
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