OVERMAN
LAERTE
DEVIR LIVRARIA
48 páginas
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Ele voa, é superforte, persegue superbandidos e tem uma capa linda!, que nunca tira para nada, nem para posar pelado. A ponto de nem saber sua verdadeira identidade. E sempre que tenta tirar a máscara para desvendar seu próprio mistério ... a campainha toca chamando para uma nova missão. Agruras de super-herói.
Mora em uma pensãozinha vagabunda no Ipiranga, onde embaixo funciona um estacionamento do cunhado da dona da pensão. A qual, alias, nunca vê o dinheiro do pagamento do aluguel, pois ele é viciado em fliperama. Vicio que o fez vender todos os moveis do quarto, isto é, a cama-beliche. E o rádio-relógio. O que, vamos e convenhamos, não dá muito dinheiro. É perfeitamente compreensível, então, que ele rode bolsinha nos cruzamentos à noite em troca de umas fichinhas.
Para um super-herói, superbandidos. O Maníaco Flatulento que, para recarregar seu "estoque" de flatulência, precisa constantemente de feijão com ovo. Ou Pane, a mulher que destrói qualquer aparelho ou equipamento somente com o poder do olhar. Ou o Capitalista Imundo (este não precisa explicação). Para um super-herói, um super-assistente. Que no caso é o Ésquilo que divide o mesmo quarto de pensão. Que poderia até ser útil se algum dia terminasse o curso de informática ou aprendesse a anotar os recados direito. Possível explicação de Ésquilo para sua incompetência: "Mal, aí".
Afinal com seu álbum próprio, o glorioso OVERMAN. Que não fica tão glorioso quanto fica de porre de conhaque e quer matar o Ésquilo, mas de vez em quando pensa e solta umas filosofias: "As mulheres são prosaicas, os homens são arcaicos". E cuidado com ele nas sextas-feiras: é quando ele sai enlouquecido pelas ruas à caça de sexo, sexo, sexo!
OVERMAN. Mais uma criação imortal do nosso super-cartunista nacional, LAERTE, criador dos Piratas do Tietê, da Gata e do Gato, do Zelador, das tirinhas da Folha de São Paulo. Enfim, o Laerte pô, não precisa de apresentação.